Podcast e movimento
Por elas.Por nós.Por todas.
Patricia Ianda, Myllena Franco e Rafaella Boaventura conversam sobre violência contra a mulher, a começar pelas formas que quase ninguém percebe. A primeira temporada tem quatro episódios e foi gravada em setembro de 2026.
“Eu nem sabia que isso era violência.”
Manifesto
Há histórias que nunca chegam aos jornais.
Elas ficam escondidas atrás de um sorriso, de uma desculpa, de um pedido de perdão ou de um silêncio que dura anos. A violência contra a mulher nem sempre deixa marca no corpo, e muitas vezes começa em palavras, controle e humilhação que, aos poucos, vão tirando a liberdade, a autoestima e a esperança de quem vive com ela.
A gente escolheu não ignorar essas histórias.
O projeto nasceu porque acreditamos que conversar também protege e que nenhuma mulher deveria enfrentar a violência sozinha. Queremos abrir espaço para conversas honestas, ouvir especialistas e dividir histórias de coragem sem alimentar o medo, para que mais gente reconheça os sinais e saiba o que fazer quando eles aparecem.
Se uma mulher reconhecer os primeiros sinais de um relacionamento abusivo, se uma família aprender a acolher sem julgar, se alguém encontrar coragem para pedir ajuda ou estender a mão a quem precisa, o Por Elas já terá cumprido parte do que veio fazer.
Porque nenhuma violência é pequena.
Porque todo silêncio tem uma história.
E porque toda mulher merece viver com liberdade, dignidade e segurança.
É um convite para romper o silêncio e construir uma realidade em que nenhuma mulher precise escolher entre sobreviver e viver.
Primeira temporada
Quatro episódios que seguem o caminho de quem vive a violência
Os episódios seguem a ordem em que as coisas costumam acontecer, começando quando a mulher ainda não dá esse nome ao que vive e terminando com quem já saiu e está reconstruindo a vida.
Receber aviso da estreia no YouTube- 01
“Eu nem sabia que isso era violência.”
Marcas invisíveisComo nasce a violência
Ciúme que parece cuidado, controle do celular, humilhação em tom de brincadeira. O episódio trata das formas de violência que passam despercebidas por quem está de fora e de como um relacionamento abusivo se instala muito antes do primeiro empurrão.
Apresentação de Patricia Ianda
- 02
“Eu sabia, mas não conseguia contar.”
O peso do silêncioPor que é tão difícil falar
Medo de não ser acreditada, dependência financeira, os filhos, a vergonha. A conversa é sobre o que leva uma mulher a esconder o que vive e sobre o que família e amigos podem fazer para ajudar sem pressionar.
Apresentação de Myllena Franco
- 03
“Eu contei. E agora, o que faço?”
O caminho da denúnciaEnfrentando o sistema e protegendo direitos
Por onde começar, o que acontece depois do boletim de ocorrência e como funciona a medida protetiva, com espaço para falar da revitimização, que é quando a mulher volta a ser desacreditada dentro das próprias instituições que deveriam protegê-la.
Apresentação de Rafaella Boaventura
- 04
“Eu sobrevivi. E posso reconstruir minha vida.”
RecomeçarHistórias de superação e vida nova
Sair da relação não resolve tudo no mesmo dia. O último episódio fala de trabalho, moradia, apoio psicológico e autoestima, e do peso que a rede em volta da mulher tem nessa reconstrução.
Apresentação de Patricia Ianda
Quem faz
As três vozes da primeira temporada
Patricia Ianda
Apresenta o episódio 1 e o 4
@patricia.iandaMyllena Franco
Apresenta o episódio 2
@myllenafrancorsRafaella Boaventura
Apresenta o episódio 3
@rafaellaboaventurapsi
Os dados mais recentes
1.571
feminicídios registrados no Brasil em 2025, o maior número desde que o crime entrou no Código Penal, em 2015.
20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, FBSP, 202662,5%
dessas mulheres foram mortas dentro de casa, e em 60,9% dos casos o autor era o companheiro.
20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, FBSP, 202637,5%
das brasileiras com 16 anos ou mais sofreram algum tipo de violência nos 12 meses anteriores à pesquisa, cerca de 21,4 milhões de mulheres.
Visível e Invisível, 5ª edição, FBSP e Datafolha, 2025
Entenda
A Lei Maria da Penha reconhece seis formas de violência
O artigo 7º da Lei 11.340, de 2006, listava cinco. A sexta, a violência vicária, entrou em abril de 2026, e na vida real quase nunca aparece uma forma sozinha.
Psicológica
Art. 7º, II
Proibir de ver as amigas, vigiar o celular, dizer que ela não serve para nada, ameaçar levar os filhos embora.
Física
Art. 7º, I
Empurrão, tapa, apertão no braço, objeto arremessado. Não precisa deixar marca para ser violência.
Moral
Art. 7º, V
Espalhar mentira sobre ela, xingar na frente dos outros, acusar de traição para humilhar. A lei chama de calúnia, difamação e injúria.
Patrimonial
Art. 7º, IV
Esconder documentos, quebrar o celular, ficar com o salário dela, destruir o material de trabalho para que ela não tenha como sair de casa.
Sexual
Art. 7º, III
Forçar relação sexual, inclusive dentro do casamento, impedir o uso de anticoncepcional ou pressionar por gravidez ou aborto.
Vicária
Art. 7º, VI
Machucar ou ameaçar os filhos, os pais ou alguém próximo para atingir a mulher. Entrou na lei em abril de 2026, com a Lei 15.384.
Sinais de alerta
O que costuma aparecer antes da primeira agressão
Nenhum sinal sozinho prova que uma relação é abusiva. Quando vários aparecem juntos e pioram com o tempo, vale conversar com alguém de confiança ou ligar para o 180, que orienta mesmo quando a mulher ainda não quer denunciar.
- 1Ciúme que vira regra, com cobrança de onde ela estava, com quem e por quê
- 2Pedir a senha do celular ou ler as conversas dela
- 3Afastar da família e das amigas aos poucos, até ela parar de ver quem gosta
- 4Humilhação, na frente dos outros ou disfarçada de brincadeira
- 5Chantagem emocional, como ameaçar se machucar se ela for embora
- 6Controlar o dinheiro, inclusive o que ela mesma ganha
- 7Ameaças contra ela, contra os filhos ou contra quem ela ama
- 8Distorcer o que aconteceu até ela duvidar da própria memória
- 9Vigilância o tempo todo: ligações sem parar, aparecer de surpresa, rastrear a localização
- 10Pedir prova de amor, como largar o emprego, parar de sair ou mandar foto íntima
Mitos
Frases que ainda atrapalham quem pede ajuda
“Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.”
Violência doméstica é crime, e qualquer pessoa pode denunciar, inclusive vizinhos e colegas, sem se identificar, pelo Ligue 180.
“Se ela voltou, é porque gosta.”
É comum sair e voltar mais de uma vez antes de conseguir romper. Quem atende esses casos costuma ouvir os mesmos motivos: medo de morrer, falta de dinheiro para se manter, filhos pequenos, ameaça e a promessa de que tudo vai mudar.
“Violência é só quando tem agressão física.”
A Lei Maria da Penha reconhece seis formas de violência, e a violência psicológica virou crime no Código Penal em 2021, com a Lei 14.188.
“Denunciar destrói a família.”
A denúncia abre acesso a medida protetiva, atendimento psicológico e acompanhamento pela rede de assistência social, e esses serviços atendem também os filhos que crescem no meio da violência.
O movimento
O podcast é a primeira frente, e as outras já estão andando
Podcast
Quatro episódios gravados em setembro de 2026, sobre o caminho de quem vive a violência, do primeiro sinal ao recomeço.
Temporada 1 gravada
Redes sociais
Carrosséis e vídeos curtos com o que cada lei garante, onde pedir ajuda e como acolher quando alguém conta o que está vivendo.
Publicando
Comunidade
Um perfil fechado no Instagram só para mulheres, com dicas e conversa entre quem já passou por isso ou está passando agora.
Em preparação
Ferramentas e dados
Materiais práticos para quem está saindo de uma relação violenta, começando por organização financeira e cuidado emocional.
Em produção
Documentário
Um documentário com histórias de mulheres que romperam o ciclo da violência.
Em planejamento
A comunidade fechada ainda não abriu
Vai ser um perfil só para mulheres, com dicas e conversa entre quem já passou por isso. Quem segue @movimento.porelas fica sabendo primeiro quando ela abrir.
Se você está vivendo isso agora, não precisa decidir tudo hoje
A Central de Atendimento à Mulher atende pelo 180 de graça, 24 horas, e aceita denúncia anônima. Quem liga também pode só pedir orientação, saber como funciona a medida protetiva ou descobrir qual serviço atende na própria cidade.
Se a violência está acontecendo neste momento, ligue 190.